A era da ingenuidade ambiental deu lugar à era da realpolitik climática. O ESG 2.0, Economia, Segurança e Geopolítica, não é um slogan, mas o novo eixo que move o investimento global. EUA, China e Índia lideram o movimento, abandonando a hipocrisia de metas climáticas desconectadas da sobrevivência industrial. A Alemanha, antes vitrine verde, corre de volta ao carvão e ao gás. O Canadá expande sua extração de petróleo. A Europa descobre que energia barata vale mais que exposição de virtudes.
A guerra na Ucrânia e a ascensão da China aceleraram a mudança. A energia deixou de ser commodity e virou instrumento de poder. Países buscam autonomia em chips, fertilizantes, combustíveis e isso não se compatibiliza com a dependência de painéis solares chineses ou gás russo. O Ocidente demorou, mas entendeu que o “verde” importado pode se refletir em grandevulnerabilidade estratégica.
Nesse novo contexto, o Brasil aparece como uma possível exceção estratégica. Tem matriz energética limpa, abundância de minerais críticos e resiliência agroindustrial. Mas desperdiça essa vantagem com grande insegurança jurídica e regulatória e hesitação geopolítica. O investimento global já reclassifica o risco político como fator ESG. O Brasil só colherá os frutos se alinhar discurso ambiental com pragmatismo econômico e diplomacia autônoma. ESG 2.0 já é uma realidade e, mais uma vez, uma oportunidade que o Brasil corre o risco de perder.
Poucos escândalos revelam com tanta clareza o apodrecimento das instituições brasileiras quanto o caso Banco Master. O que começou como uma fraude bilionária, estimada em até R$50 bilhões, transformou-se em espelho da captura do Judiciário por interesses privados e políticos. Mais importante do que ter quebrado uma instituição financeira, Daniel Vorcaro, escancarou a compra de proteção em Brasília com consultorias milionárias, contratos obscuros e favores que chegam ao coração do Supremo Tribunal Federal.
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A Caminhada da Liberdade, liderada por Nikolas Ferreira, simbolizou a reorganização da direita brasileira em um cenário de paralisia e perseguição institucional. O gesto individual de Nikolas de atravessar Brasília sob forte chuva, fora do calendário político rapidamente se transformou em mobilização coletiva, tanto nas ruas quanto nas redes sociais.
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