Donald Trump continua sendo o fator mais disruptivo da política ocidental contemporânea. Sua impopularidade em pesquisas recentes pouco afeta sua capacidade de influenciar o debate global. Ao expor o fracasso da Europa em bancar sua própria defesa e a dependência suicida do continente em relação à energia russa, Trump antecipou crises que hoje paralisam os formuladores de política externa “respeitáveis”.
Sua linguagem grosseira e abordagem caótica não devem esconder o conteúdo de suas ações. Trump está redesenhando o papel dos EUA no mundo sob a lógica de custo-benefício nacional. Ao impor tarifas, renegociar acordos e pressionar aliados da OTAN, ele força uma reavaliação estratégica que seus sucessores, inclusive democratas, mantiveram em essência.
O establishment americano continua o subestimando, obcecado por sua forma e ignorando o conteúdo. Mas o eleitor médio acaba por perceber os ganhos concretos: crescimento econômico, controle da inflação, postura assertiva diante da China, expansão energética.
Trump representa um realismo brutal que rejeita a estética progressista em favor de resultados. Sua ascensão é o sintoma de instituições desacreditadas e de uma elite incapaz de se adaptar. Como Niall Ferguson adverte, tratá-lo como piada é erro analítico grave. O mundo mudou e ele ajudou a empurrá-lo.
Poucos escândalos revelam com tanta clareza o apodrecimento das instituições brasileiras quanto o caso Banco Master. O que começou como uma fraude bilionária, estimada em até R$50 bilhões, transformou-se em espelho da captura do Judiciário por interesses privados e políticos. Mais importante do que ter quebrado uma instituição financeira, Daniel Vorcaro, escancarou a compra de proteção em Brasília com consultorias milionárias, contratos obscuros e favores que chegam ao coração do Supremo Tribunal Federal.
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A Caminhada da Liberdade, liderada por Nikolas Ferreira, simbolizou a reorganização da direita brasileira em um cenário de paralisia e perseguição institucional. O gesto individual de Nikolas de atravessar Brasília sob forte chuva, fora do calendário político rapidamente se transformou em mobilização coletiva, tanto nas ruas quanto nas redes sociais.
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